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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Prefeito de Foz do Iguaçu defende avanços no modelo de segurança durante Fórum Paranaense

O primeiro Fórum Paranaense de Segurança Municipal debaterá, durante dois dias, “O papel do município” na prevenção e combate ao crime. Na abertura oficial do evento, o prefeito municipal de Foz do Iguaçu Paulo Mac Donald defendeu um novo conceito de segurança; mais abrangente, envolvendo outras áreas de investimentos e com atuação comunitária permanente. A ideia é que a Guarda Municipal, em parceria com as forças policiais, priorize ações para reduzir os  indicadores de violência.
Parte do modelo proposto já está em funcionamento em Foz. Trata-se do trabalho da Guarda Municipal, em conjunto com órgãos de segurança, o que demonstra a preocupação do Município na repressão e prevenção aos crimes.
Os investimentos municipais e o treinamento de qualidade colocaram a GM entre as mais bem preparadas e equipadas do país. A corporação é responsável por uma média de 600 prisões por ano. Soma-se a isso a revolução da gestão municipal em alguns setores, como: saúde, educação e habitação (desfavelamento).
Mas é preciso avançar ainda mais acredita o prefeito. Mac Donald reiterou que o modelo de segurança precisa inspirar confiança  na população e ser eficiente na prevenção.
“ O modelo de segurança tem que mudar no Brasil, já estamos mudando aqui em Foz, mas é preciso avançar, onde deve-se ter um trabalho de inteligência, com total apoio da população, pois sem a confiança da comunidade estamos fadados a ver os crimes acontecendo. Estamos enxugando gelo a partir do momento que chegamos sempre depois do acontecido. Nós precisamos estar lá antes do crime fazer mais vítimas”, destacou.
O prefeito ressaltou que a cobrança dos problemas de segurança não deve recair somente aos ombros dos policiais. Para ele é importante que haja investimentos públicos em outras áreas para que uma grande ação de combate a violência tenha efeitos positivos. “A criminalidade não é um fator isolado. A violência exige um programa de geração de emprego, habitação (desfavelamento), saúde e educação”, explicou Paulo.
Outro ponto apontado como fundamental para solucionar os problemas de segurança das cidades é a atuação permanente das guardas municipais. “ Os guardas municipais precisam ter liberdade para assumir a responsabilidade nas ações junto com a comunidade. É fundamental que a Guarda, e os demais órgãos de segurança, atuem na área comunitária e respondam pelos índices. É justo também que se reduzirem os indicadores de violência, eles também recebam premiações. Esse é um conceito inevitável, as policias terão que trabalhar assim”, defendeu o prefeito.
O secretário municipal de Segurança Pública de Foz, Adão Almeida informou que o porte de arma funcional, ou seja 24 horas por dia,  e autorizado recentemente pela PF aos guardas municipais é “ uma questão de justiça em razão ao grande número de prisões realizadas pela GM na cidade”, completou.
Almeida ainda disse que o papel do evento é elaborar uma proposta com apoio do Estado, secretários e gestores de segurança no país, ministros e deputados, para que a legislação seja mais abrangente, o que reforçará a participação dos municípios contra a criminalidade. “ Hoje o guarda prende um traficante e depois vai desarmado para casa. A sociedade não espera isso. Foz do Iguaçu, por exemplo, pela posição geográfica, é uma porta de entrada do país, criminosos usam os rios e a fronteira para tráfico de drogas e armas, ou seja, a responsabilidade por segurança não é só com a cidade, mas sim com o país, não podemos virar as costas para o Brasil”, enfatizou o secretário.
O presidente do Conselho de Secretários e Gestores de Segurança do Paraná, Marcelo Jugend, confirmou que Foz do Iguaçu e outras cidades paranaenses assumiram o desafio na área de segurança.
“Os gestores dos municípios se viram obrigados a assumir a responsabilidade, que antes era somente do Estado e da União. As cidades encararam o desafio e mesmo assim encontram empecilhos constitucionais. A presença do Município na segurança é irreversível. Por isso vamos aprofundar bem a questão neste encontro para lutarmos por uma garantia clara do papel de cada prefeito e secretário”.
Estiveram presentes ainda na abertura Elcio Fukoslin, representante da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Fernando Vicentini, da Policia Federal, o promotor do Gaeco ( Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Rudi Rigo Burkle, o delegado da Policia Civil, Rogério Lopes,  Valdesir Castro, de Foz do Iguaçu, representando os guardas municipais do Paraná, o vereador Luiz Queiroga, a secretária municipal de Juventude e Anti-Drogas, Vilma Marafigo e prefeitos de Arapongas e Guaratuba. 
agencia municipal de noticias/Foz do Iguaçu

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